O fim de ano é uma época de celebração, encontros e brindes. Mas, para quem se importa com bem-estar, energia e longevidade, vale entender que o álcool realmente gera efeitos no organismo, nada de pânico, mas também nada de ignorar o básico.

No conteúdo de hoje, vamos descomplicar o que acontece no corpo quando você bebe e mostrar maneiras simples de reduzir os impactos.

O que realmente acontece no corpo quando você bebe.

1. Estresse oxidativo: o “desgaste interno”

Quando o corpo metaboliza o álcool, o fígado transforma o etanol em uma substância chamada acetaldeído, que é tóxica. Nesse processo, são produzidas moléculas inflamatórias e radicais livres (uma espécie de “ferrugem interna” que seu corpo precisa combater). Esse desgaste é um dos motivos pelos quais o álcool pode irritar o fígado e gerar inflamação.

2. Acúmulo de gordura no fígado

Beber também interfere na forma como o corpo lida com gorduras. Enquanto o fígado está ocupado se livrando do álcool, ele reduz a queima de gordura e tende a armazenar mais, favorecendo o acúmulo de gordura no próprio órgão (esteatose hepática). Não é algo que aparece depois de uma taça, mas o consumo repetitivo reforça esse processo.

3. Inflamação e desregulação metabólica

Todo esse estresse gera inflamação, que deixa as células “sobrecarregadas”. Isso prejudica o funcionamento de enzimas que ajudam a quebrar o álcool e aumenta a sensação de mal-estar, fadiga e irritação (mesmo no dia seguinte).

4. Energia reduzida

O álcool afeta nossas mitocôndrias, responsáveis por produzir energia. Com isso, sua capacidade de recuperar músculos, treinar bem ou se concentrar no dia seguinte pode cair. É por isso que, mesmo bebendo pouco, muita gente relata sensação de “baixa energia”.

5. Eixo intestino-cérebro

O álcool também pode mexer na flora intestinal e deixar a barreira do intestino mais permeável. Isso aumenta a entrada de substâncias inflamatórias na corrente sanguínea, afetando humor, foco e disposição. Quem já tem sintomas intestinais tende a sentir isso ainda mais.

Por que isso importa para quem se preocupa com energia, treino e longevidade.

Mesmo consumos moderados geram um peso metabólico.No fim do ano, isso se soma a: noites mal dormidas,refeições mais pesadas, rotina bagunçada. Esse combo deixa o corpo mais inflamado, mais cansado e com menor capacidade de reparar danos.

Para quem treina, o álcool pode atrapalhar a síntese de proteína, dificultando a construção de massa muscular, em grande parte porque interfere em hormônios anabólicos e nas vias que regulam crescimento celular.

Não é sobre culpa: é sobre entender o impacto para fazer escolhas mais inteligentes.

Estratégias para equilibrar celebração e bem-estar - sem ser radical

A ideia não é cortar o álcool, mas usá-lo com estratégia:

1.Reponha antioxidantes: Nutrientes como vitamina C, vitamina E, coenzima Q10 polifenóis (resveratrol,quercetina, curcumina, etc) e NAC ajudam o corpo a lidar melhor com os radicais livres gerados pelo álcool.

2.Hidratação com eletrólitos: Ajuda a reduzir ressaca, melhorar disposição e evitar desidratação.

3.Coma proteína antes: Diminui os picos de açúcar no sangue e reduz a fome exagerada depois da bebida.

4. Movimento leve no dia seguinte: Uma caminhada curta já melhora a sensibilidade à insulina e acelera a recuperação.

5. Apoie o fígado: Estratégias e ativos de suporte hepático fazem diferença, especialmente nessa época do ano. O álcool aumenta a produção de radicais livres e reduz níveis naturais de glutationa (o principal antioxidante intracelular). Nutrientes que podem ajudar: NAC, glicina, vitamina E, vitamina C, cúrcuma, etc.

Celebrar faz parte da vida, e o fim do ano é um convite natural para isso. O ponto não é tirar o vinho da ceia ou o brinde do Réveillon, mas sim entender como o álcool impacta o corpo e usar estratégias inteligentes para minimizar esses efeitos.

Com pequenas escolhas como as que falamos (hidratação, antioxidantes, suporte hepático e consciência na hora de beber), você mantém energia, recuperação e bem-estar mesmo durante o período defestas. Equilíbrio também é longevidade.

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 Nutricionista Flávia Reis CRN3 65385

REFERÊNCIAS:

1. Setshedi M, Wands JR. Role of oxidative stress, acetaldehyde adducts and inflammation in alcoholic liverdisease. World Journal of Gastroenterology. 2010.

2. Lieber CS. Alcoholic fatty liver: its pathogenesis andmechanism of progression to inflammation and fibrosis. Alcohol. 2004.

3. González-Reimers E, Santolaria-Fernández F, et al. Alcoholism: a systemic proinflammatory condition. World Journal of Gastroenterology. 2014.

4. Bailey SM, Cunningham CC. Contribution ofmitochondria to oxidative stress associated with alcoholicliver disease. Free Radical Biology & Medicine. 2002.

5. Engen PA, Green SJ, Voigt RM, et al. The gastrointestinal microbiome: alcohol effects on themicrobiome and gut–liver axis. Alcohol Research: CurrentReviews. 2015.

6. LeDaré B, et al. Alcohol and muscle protein synthesis: impact on mTOR signaling and recovery. American Journal of Physiology. 2016.

7. Bode C, Bode JC. Effect of alcohol consumption on thegut. Best Practice & Research Clinical Gastroenterology. 2003.

8. Zakhari S. Alcohol metabolism and epigeneticschanges. Alcohol Research. 2013.

9. Steiner JL, Lang CH. Alcohol, infl

Por Nicholas Santos

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